As nossas colmeias face à madeira
Três ensaios de campo: no inverno, no outono e em pleno verão em Sevilha. Em cada um colocámos uma colmeia Actuaria junto a uma colmeia de madeira do mesmo modelo e registámos a temperatura a cada 15 minutos.
- Mais calor dentroEm média, +5,1 °C no inverno e +4,1 °C no outono face à madeira.
- Noites muito mais amenasNo inverno, 13,9 °C de média noturna face a 6,2 °C na madeira. Nunca desceu abaixo de 9,3 °C.
- Criação estável35,9 °C de média na zona de criação e nunca abaixo de 35 °C. Na madeira desceu a 32,4 °C.
- Mais fresca com calorNo verão em Sevilha nunca passou de 38 °C, com a sonda ao sol a 63,9 °C. A de madeira chegou a 41,2 °C.
Até 50% mais estável termicamente do que a madeira
Comparámos quanto sobe e desce a temperatura entre o dia e a noite dentro de cada colmeia. Em todos os ensaios, a colmeia Actuaria oscila muito menos.
| Ensaio | Actuaria | Madeira | Actuaria varia |
|---|---|---|---|
| Inverno, Layens | 13,7 °C | 22,1 °C | 38% menos |
| Outono, interior | 3,9 °C | 7,4 °C | 47% menos |
| Outono, zona de criação | 0,9 °C | 2,0 °C | 55% menos |
| Verão, Sevilha (ao sol) | 4,3 °C | 11,0 °C | 61% menos |
| Média dos ensaios | 50% menos |
Variação diária média da temperatura dentro de cada colmeia, nos dias completos de cada ensaio. Além disso, nas noites de outono a colmeia Actuaria perdeu menos 47% de calor do que a de madeira.
Colmeias Layens com geada
Ensaio 1 · Inverno · 19 dez 2018 – 2 jan 2019
Uma colmeia Layens Actuaria e uma Layens de madeira durante duas semanas de inverno, com mínimas negativas em metade das noites. 1339 leituras por sensor.
de média à noite, das 0 às 8 h. 13,9 °C na Actuaria, 6,2 °C na madeira e 3,8 °C lá fora.
no momento mais frio. 24 de dezembro, 7:30 h: −3,1 °C lá fora, 10,2 °C na Actuaria e 1,3 °C na madeira.
do tempo abaixo de 5 °C na Actuaria. A de madeira passou 17% do tempo abaixo de 5 °C.
de variação média entre o dia e a noite. 22,1 °C na madeira e 27,8 °C lá fora.
Para ver bem os gráficos, recomenda-se consultar esta informação num computador ou tablet.
À noite a madeira aproxima-se da temperatura exterior; a Actuaria fica entre 9 e 15 °C. Nas horas de sol também suaviza os picos: máxima de 33,5 °C face a 35,6 °C na madeira.
Temperaturas-chave
Média das horas noturnas e temperatura mais baixa registada em todo o ensaio.
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Estudo da temperatura nas áreas de criação
Ensaio 2 · Outono · 27 set – 12 out 2019 · Cantábria
Uma colmeia Actuaria e uma de madeira no mesmo apiário, com um sensor dentro de cada colmeia e outro em cada zona de criação. 1439 leituras por sensor.
Zona de criação
Onde se desenvolvem as larvas. Precisa de calor constante, perto de 35 °C.
de média na criação da Actuaria. 34,2 °C na madeira: 1,7 °C menos. A da Actuaria foi mais quente 98% do tempo.
foi o mínimo na criação da Actuaria depois de o sensor estabilizar. Na madeira desceu até 32,4 °C.
das horas frias com a criação abaixo de 34 °C. Com menos de 8 °C lá fora, na madeira aconteceu 71% do tempo.
de variação diária média na criação. 2,0 °C na madeira. Máximo num dia: 1,5 °C face a 2,7 °C.
Para ver bem os gráficos, recomenda-se consultar esta informação num computador ou tablet.
Em cima, a criação; em baixo, a temperatura exterior na sua própria escala. Quando lá fora desce abaixo de 15 °C, a criação na madeira cai para perto de 33 °C. A da Actuaria quase não se mexe.
Quando chegou o frio
Média da criação nos três primeiros dias completos (28–30 set) e nos três últimos (9–11 out). Lá fora, a média desceu de 16,8 °C para 11,9 °C.
O que significa
Com a criação mais quente e estável, a colónia precisa de menos abelhas dedicadas a aquecer e gasta menos reservas. Com o arrefecimento, a criação na madeira perdeu 1,3 °C; na Actuaria, 0,3 °C.
Interior da colmeia
Sensor dentro da colmeia, fora do ninho de criação.
de média dentro da colmeia. 26,4 °C face a 22,4 °C na madeira, com 15,2 °C de média lá fora.
no momento mais frio. 11 de outubro, 7:38 h: 5,3 °C lá fora, 23,4 °C na Actuaria e 16,3 °C na madeira.
perdidos na noite mais fria, face a 6,8 °C na madeira. Noite de 10 para 11 de outubro.
do tempo mais quente do que a de madeira. Variação entre dia e noite: 3,9 °C face a 7,4 °C.
Para ver bem os gráficos, recomenda-se consultar esta informação num computador ou tablet.
Graus perdidos durante a noite
Do fim da tarde ao amanhecer. Menos é melhor: a colónia gasta menos mel a aquecer-se.
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Prova de calor ao sol
Ensaio 3 · Verão · 18 – 27 jul 2020 · Sevilha
Uma colmeia Actuaria e uma de madeira em pleno sol em Sevilha, com uma sonda exterior também ao sol. O objetivo: comprovar que, embora o exterior seja de chapa, o calor não passa para o interior. 894 leituras por sensor.
foi a máxima dentro da Actuaria em todo o ensaio. A de madeira chegou a 41,2 °C e a sonda ao sol a 63,9 °C.
nas horas de mais calor, com a sonda ao sol acima de 50 °C. 35,1 °C na Actuaria face a 38,3 °C na madeira. A Actuaria esteve mais fresca em todas essas leituras.
do tempo acima de 38 °C na Actuaria. A de madeira passou 15% do tempo acima de 38 °C.
de variação média entre o dia e a noite. 11,0 °C na madeira e 42,4 °C na sonda ao sol.
Para ver bem os gráficos, recomenda-se consultar esta informação num computador ou tablet.
O calor chega à Actuaria mais tarde e muito mais suave: o seu pico diário dá-se por volta das 18:15 h, cerca de duas horas depois da madeira, e nunca ultrapassa os 38 °C. À noite também é mais estável: 32,2 °C de média das 3 às 8 h face a 29,1 °C na madeira.
Com o sol mais forte
Média das horas com a sonda ao sol acima de 50 °C e temperatura máxima registada.
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Como foram feitos
Em cada ensaio compararam-se uma colmeia Actuaria e uma colmeia de madeira do mesmo modelo, colocadas lado a lado e nas mesmas condições, com registadores de temperatura que fizeram uma leitura a cada 15 minutos. No ensaio de verão, a sonda exterior estava ao sol, por isso marca mais do que a temperatura do ar. Os gráficos mostram a média de cada hora. São ensaios de campo com uma colmeia de cada tipo; os resultados podem variar com o clima, a localização e a força de cada colónia.
Imagens com câmara térmica
Os tons claros e amarelos são superfícies mais quentes; os roxos, mais frias. Nas colmeias de madeira vê-se o calor que sai pelas paredes, pela tampa e pelas juntas.
Fotos do ensaio de outono
Sondas e registadores dentro das colmeias, no início (27 set) e no fim (12 out) do ensaio.